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(18.03.2017) - Sob o cu mais estrelado

Sob o cu mais estrelado

Passar uma noite no complexo que alberga o maior e mais avanado telescpio do planeta pode ser uma experincia quase religiosa. O VLT, no Cerro Paranal, um hbrido de mosteiro, resort e colnia extraplanetria numa paisagem como que coberta de cacau em p.BABAKTAFRESHI1 / 6Showing image 1 of 6  "Se vais ao Chile tens de ir ao Paranal." Este foi desafio que o astrnomo portugus Pedro Russo me fez em Lisboa semanas antes da minha partida para Santiago do Chile. Apesar de ter corrido o mundo como um dos profissionais mais destacados na comunicao de cincia e das cincias espaciais, ele ainda no foi ao maior e mais avanado telescpio do planeta. Mesmo quando em 2009 desempenhou o cargo de coordenador geral do Ano Internacional da Astronomia a partir do seu gabinete na sede do Observatrio Europeu do Sul, mais conhecido pela sua sigla em ingls ESO (European Southern Observatory), em Garching, perto de Munique. Mas eu, estando semanas depois (mais) perto e sendo (um mesmo que ocasional) jornalista, poderia solicitar ao ESO uma visita e mesmo uma estada na residncia do complexo. O primeiro contacto foi dele. As diligncias necessrias para l chegar e ficar uma noite foram minhas.Muito a Sul da EuropaO ESO uma organizao europeia intergovernamental fundada em 1962 que  actualmente conta com 15 estados-membros: 14 estados europeus (Portugal aderiu em 2001) e o Brasil. A sua misso passa por financiar, construir e operar telescpios e outros instrumentos de observao astronmica, colocando-os ao servio da comunidade cientfica mundial.Graas s condies nicas de altitude, precipitao, humidade relativa, turbulncia atmosfrica e poluio luminosa do deserto do Atacama, mas tambm a factores de ordem poltica, cientfica e econmica, o Chile foi eleito como a nao anfitri dos trs observatrios hoje operados pelo ESO: La Silla, ALMA e Paranal.Inaugurado em 1969, o Observatrio de La Silla foi o primeiro construdo pelo ESO no topo de uma montanha de 2400 metros na extremidade sul do deserto do Atacama, a 600 quilmetros a norte de Santiago. Conta com dois telescpios operados pelo ESO e oito telescpios nacionais.O telescpio ALMA, tal como indica o seu nome em ingls - Atacama Large Millimeter/submillimeter Array - observa o universo em comprimentos de onda milimtricos e submilimtricos. As suas 66 antenas de alta preciso, instaladas no planalto de Chajnantor a 5000 metros de altitude e 50 quilmetros a leste de San Pedro de Atacama, no extremo nordeste do Chile, produzem imagens do espao com uma nitidez dez vezes superior do telescpio espacial Hubble.VLT, ou Very Large Telescope em portugus, telescpio muito grande o nome dado pela comunidade cientfica principal estrutura do ESO construda a partir da dcada de 1990 no Cerro Paranal, a 1200 quilmetros a norte de Santiago do Chile. Trabalhar no Paranal o sonho maior de muitos astrnomos e astrofsicos.No , porm, necessrio ser cientista ou l trabalhar para conhecer estas estruturas. De forma a promover a investigao feita pelas suas equipas, mas sobretudo para estimular a imaginao do pblico em geral sobre o universo o ESO, permite visitas aos seus longnquos pontos de observao do desconhecido. que no so s as imagens de galxias, estrelas e outros objectos espaciais registadas por estas estruturas e divulgadas pelo ESO que nos fascinam. As prprias imagens dos seus instrumentos cientficos e edifcios, pousados nesta paisagem montanhosa e como que coberta de cacau em p, fazem com que queiramos ver o que est infinitamente longe e eles nos revelam. Mas tambm nos convidam a chegar, um dia, a um destes slidos geomtricos entre a mquina e o edifcio, o armazm e a nave espacial.A partidaAntes de ser uma estrutura, Paranal um cerro. Cerro, termo pouco usado pelos portugueses de hoje para colina ou outeiro, como os chilenos chamam s elevaes na paisagem do seu longo e estreito pas entre a cordilheira dos Andes e o oceano Pacfico.Para chegar ao Cerro Paranal h que primeiro chegar ao Chile. Como no existem voos directos entre Lisboa e Santiago do Chile, escolhi Paris como cidade de escala. Poderia ter escolhido Londres, Madrid ou Roma, sabendo que, tal como para a Air France, tambm para a British Airways, Madrid ou Alitalia o voo para Santiago o mais longo voo directo de cada uma destas companhias areas: 14h40min, 13h40min, 13h40min, 15h15min Poderia ainda ter feito conexo em So Paulo ou no Rio de Janeiro, dividindo o tempo de voo pelos dois continentes. Mas no era a mesma coisa (e no custava o mesmo).Dos 18 voos dirios entre Santiago e Antofagasta operados pela LatAm e pela low-cost Sky escolhi a opo mais barata. A viagem de duas horas acompanha toda a costa chilena e termina com uma aproximao dramtica ao aeroporto de Antofagasta, localizado a 20 quilmetros da cidade, precisamente no meridiano do Trpico de Capricrnio, numa plancie rodeada de cerros e outras afloraes rochosas em vrios tons de castanho que termina em escarpas arenosas sobre o oceano Pacfico.Na viagem de uma hora do aeroporto para o meu hotel o transfer colectivo vai deixando passageiros nos vrios sectores da cidade, passando por bairros de casas populares cor de lama com decoraes de Natal, anncios de condomnios fechados com vista para o mar, rochas repletas de pelicanos.Fundada em 1868 como cidade boliviana, Antofagasta passa para mos chilenas em 1904, j depois do boom do salitre - o clebre salitre ou nitrato do Chile, cujos painis publicitrios em azulejo desenhados nos anos 1920 pelo espanhol Adolfo Lopez-Duran Lozano ainda hoje se encontram em Portugal e Espanha - que at ao crash de 1929 trouxe cidade o porto, o caminho-de-ferro e imigrantes ingleses, espanhis, gregos, rabes, chineses. Hoje o cobre do Chile que faz de Antofagasta a quinta maior e mais rica cidade chilena.Ao fim da tarde de uma sexta-feira de Primavera tardia as ruas pedonais do centro da cidade esto cheias de gente s compras, casais a tirar selfies, famlias a ouvir e ver bandas de rua e ranchos folclricos. Ao fundo, dominando o anfiteatro da paisagem urbana, a massa castanha da cordilheira da Costa do Pacfico Sul.Como no existem transportes pblicos para o Cerro Paranal, aluguei um carro e levantei-o no aeroporto, onde cheguei de txi - tambm no existem transportes pblicos entre o centro e o aeroporto - e logo a seguir fiz todo o caminho de volta ao centro at chegar Avenida Salvador Allende e virar esquerda. Daqui comecei a terceira parte da minha viagem.A chegadaQuando a avenida acaba e a estrada comea, o terreno eleva-se, endurece, escurece. Passando a cordilheira chego Ruta 5, mais conhecida por Panamericana del Norte, viro direita. Seguem-se 120 quilmetros de uma quase ininterrupta recta numa estrada de qualidade e sinalizao irrepreensveis. A paisagem torna-se mais aberta, mais suave, mais clara. De um lado e do outro do alcatro a presena vegetal, animal e humana quase nula. Um carro de vez em quando. Camies. Autocarros (carreira Santiago-Antofagasta: 18 horas e 25 minutos). Outdoors, muitos sem anunciante. Um cu como s nos filmes.Antes do meio do caminho passo pelo bairro industrial La Negra, sede de empresas associadas explorao mineira, um aglomerado de armazns, estruturas industriais e camies envoltos numa nuvem de p. Mais a sul passo o entroncamento com a ruta B-55, estrada que 145 quilmetros a leste chega a Mina Escondida, a maior e mais produtiva mina de cobre do mundo. Fao os ltimos oito quilmetros sempre a subir, na variante que termina no porto do observatrio. Chego mesmo antes das duas da tarde.A visitaTal como os outros telescpios do ESO, o VLT no um museu, nem um centro de cincia, nem uma instituio de ensino. um local de trabalho. Isso justifica que o acesso ao pblico esteja limitado a um dia por semana (sbados) e seja feito apenas por visita guiada com marcao prvia obrigatria. Em cada sbado h duas visitas de trs horas, comeando a primeira s 10h e a segunda s 14h. As visitas so gratuitas. O limite dos grupos de 180 pessoas.Quem me fornece estas e outras informaes Victor Sanchez, o jovem estudante de biotecnologia de Antofagasta que ser o meu guia nas 24 horas que passo no Cerro Paranal, acompanhando-me a mim e equipa da revista de uma empresa americana de jactos privados. Como membros da imprensa somos autorizados a ver e saber mais sobre o VLT, falar com o pessoal que aqui trabalha e a pernoitar na residncia do complexo. O outro estatuto que permite este tratamento especial o de VIP; neste sbado o grupo de visitantes muito especiais incluem o embaixador da Grcia no Chile e o portugus Joaquim Oliveira Martins, chefe da Diviso de Poltica e Desenvolvimento Regional da OCDE.Enquanto almoamos sabemos que os visitantes do VLT chegam aqui de muitas formas automvel, motociclo ou bicicleta e de todo o lado: estudantes chilenos em excurso, entusiastas da astronomia e astrofsica, turistas para quem o Paranal mais uma paragem do seu priplo pelo deserto do Atacama. Cada grupo recebido por um guia no centro de visitantes, subindo de seguida plataforma dos telescpios.Desta plataforma, localizada a apenas 12 quilmetros da costa e a 2635 metros de altura do nvel mdio das guas do mar, num dia de boa visibilidade vemos a oeste as guas do Pacfico e a leste o vulco Llullaillaco, j na fronteira com a Argentina. Um arco de viso de aproximadamente 205 quilmetros, igual a toda a largura do Chile. E equivalente de Portugal entre Elvas e o cabo da Roca. tambm daqui que andamos entre os quatro telescpios com espelhos principais de 8,2 metros e os quatro telescpios auxiliares mveis com espelhos de 1,8 metros. Os primeiros so chamados de Unit Telescope (Telescpio Unidade): UT1, UT2, UT3, UT4 e pelo seu respectivo nome em mapudungun, a lngua dos mapuche, povo indgena do Chile e da Argentina: Antu (Sol), Kueyen (Lua), Melipal (a constelao Cruzeiro do Sul, a mesma do logtipo do ESO) e Yepun (Vnus ou Estrela da manh).Como as visitas so feitas durante o dia, o pblico comum no pode observar a abertura de cada UT ao pr do sol. O nosso grupo pde testemunhar esta coreografia entre mquina e edifcio, cada um rodando independentemente entre si sobre finas camadas de leo enquanto as portadas desta estrutura rigorosamente climatizada se abrem lentamente. J dentro de cada UT aprendemos as funes dos espelhos primrio, secundrio e tercirio, alm dos instrumentos a eles ligados.Um deles a Laser Guide Star Facility (Unidade de Laser de Estrela-Guia). Os seus quatro emissores acoplados ao UT2 emitem raios laser com 30 centmetros de dimetro e 22 watts de potncia (4000 vezes a de um ponteiro de laser) de forma a excitar tomos de sdio localizados na atmosfera a 90 mil metros de altitude e assim criar estrelas artificiais. Estes pontos de luz so usados para compensar as distores causadas pela turbulncia atmosfrica, responsvel pelo familiar brilho intermitente das estrelas vistas da Terra. Esta a descrio cientfica e racional de um sistema de ptica adaptativa que por sorte pudemos ver ser testado entre as nove e dez horas da noite de 3 de Dezembro de 2016.Estar de p nesta plataforma uns 1500 metros acima das nuvens, rodeado por estruturas iluminadas pela tnue luz de meia-lua enquanto uma delas propaga quatro raios laranja-fluorescente em direco a um cu exuberantemente estrelado poderia talvez ser descrito como uma experincia religiosa. S que aqui no a natureza que esmaga, nem a manifestao de um qualquer ente organizador do universo que comove. o peso de milnios de conhecimento humano acumulado, transmitido e aperfeioado por homens e mulheres de diferentes eras, territrios, culturas e crenas cuja curiosidade, sede de descoberta e investimento no futuro soube vencer as diferenas, os obstculos e as fronteiras que fomos e vamos colocando uns aos outros para chegar um pouco mais longe - que em astronomia significa tambm um pouco mais perto.A estadiaO edifcio semienterrado no cerro, abaixo da plataforma dos telescpios, foi projectado pelo atelier de arquitectura alemo Auer+Weber e inaugurado em 2002 com o nome Residencia. neste hbrido de mosteiro, resort e colnia extraplanetria que as equipas do VLT comem e dormem - e h sempre algum a dormir em qualquer hora do dia e da noite. Mas tambm aqui que podem ver cinema, tocar bateria, jogar pingue-pongue, fazer exerccio ou ler nos espaos desenhados especificamente para cada actividade. Ou nadar na piscina rodeada de plantas tropicais bem no centro do edifcio e debaixo da cpula de vidro de 35 metros de dimetro. Uma aparente excentricidade que tem um propsito to prosaico quanto essencial: aumentar a humidade relativa no interior do edifcio, dos 6% do exterior para uns mais habitveis 12%.A Residencia tem capacidade para entre 100 a 110 pessoas, sendo a maioria do pessoal do ESO que aqui trabalha permanentemente: operadores de telescpio e instrumentos, engenheiros e tcnicos de manuteno ou instalao de equipamentos e astrnomos (10% do total). Estas 180 pessoas trabalham por turnos em 85 funes, sendo cada turno composto por oito dias de trabalho e seis dias de descanso passados em Antofagasta ou em Santiago. Os residentes ocasionais, como eu, ficam em quartos de algum que est fora, convivendo uma noite com as coisas que fazem de uma residncia a sua casa.A jornada de trabalho tem lugar de dia, para a maioria dos tcnicos responsveis pela manuteno ou instalao de equipamentos, ou de noite, para os cientistas visitantes (em mdia 15 por ms) e operadores de telescpio e instrumentos. A intensidade do trabalho, a alta rotatividade de visitantes, a localizao inspita do observatrio e ainda as condies de alta altitude e baixa humidade fazem com que trabalhar no Paranal, onde se trabalha 24 horas por dia, 365 dias por ano - tendo em conta que o VLT tem em mdia 300 noites por ano de bom seeing, termo usado para descrever condies ptimas de observao - seja to estimulante quanto extenuante. Por isso o descanso, o exerccio e o entretenimento so fundamentais. Tal como a qualidade da arquitectura e da comida.A cantina tem janeles abertos para o cu azul e fechados com cortinas black-out para no perturbar o cu estrelado. ento que se acendem os candeeiros de tecto Lorosae desenhados por lvaro Siza. Aqui funcionrios e visitantes de vrias 15 nacionalidades comem uma de trs refeies - pequeno-almoo, almoo, jantar - de acordo com o seu turno. E embora a gastronomia seja internacional, ao domingo h sempre asado, o tradicional churrasco chileno.O trabalhoDentro do centro de controlo do VLT conversamos com o belga Alain Smette, coordenador de turno dos astrnomos e engenheiros. A sua funo no VLT, onde trabalha h 12 anos, coordenar o tempo de telescpio para cada astrnomo. Esta tarefa delicada comea com o concurso para tempos de telescpio lanado pelo ESO duas vezes por ano. Em princpio, diz ele, "qualquer pessoa pode enviar uma proposta" quer seja um astrofsico catedrtico, um PI (Principal Investigator, termo bem conhecido da comunidade cientfica), um estudante de doutoramento ou um astrnomo amador. Ou at um artista. Porm, a fasquia acadmica alta, a concorrncia feroz e o nvel de investimento envolvido enorme: cada segundo de tempo de telescpio tem o custo estimado de 2 euros. "Combinando todos os seus telescpios, o ESO recebe 900 propostas", diz Smette, sendo atribudas quelas seleccionadas tempo de observao em modo de servio e de visitante.No modo de servio, que corresponde actualmente a 60% da utilizao do VLT, atribudo tempo de telescpio de acordo com as especificaes de cada astrnomo. A seguir as imagens e outros dados so enviados para o seu instituto de investigao usando o cabo de fibra ptica que liga o observatrio directamente sede do ESO na Alemanha.O modo de visitante mais dispendioso, j que envolve a vinda do investigador, ficando viagem e alojamento (trs/quatro noites) a cargo do ESO. Para Smette, este modo permite uma observao "fora do padro de uso" e "uma relao imediata com o que se est a ver", alm de uma maior interaco entre cientistas e operadores. Mas, por trazer aqui mais cientistas, este modo valoriza o VLT ao torn-lo num remoto, porm estimulante, ponto de encontro e discusso de ideias, hipteses, teorias - e descobertas.Toda a informao obtida nos telescpios do ESO pertence ao respectivo investigador apenas por um ano; a seguir os dados so tornados pblicos e acessveis a qualquer membro da comunidade cientfica - na verdade, qualquer pessoa. Actualmente, o conhecimento obtido no ESO gera em mdia trs artigos publicados em revistas cientficas com arbitragem cientfica por dia. Este o observatrio cientificamente mais produtivo do planeta.Muito desse conhecimento obtido graas aos instrumentos que vo sendo adicionados aos telescpios, exemplos de aplicao de tecnologia de ponta desenvolvida entre a universidade e a indstria. Exemplo disso o instrumento ESPRESSO (Echelle SPectrograph for Rocky Exoplanet and Stable Spectroscopic Observations), desenvolvido por um consrcio luso-hispano-italo-suo. De acordo com o site do ESO, este instrumento, que vai captar informao dos quatro UT, no s "um dos instrumentos mais antecipados pelo mundo astronmico" como "vai levar a procura de planetas extrassolares ao prximo nvel".Mesmo antes de deixar o Paranal conversei com Alexandre Cabral, Manuel Abreu e Antnio Oliveira, membros da equipa do Instituto de Astrofsica e Cincias do Espao de Lisboa que tm vindo vrias vezes ao VLT para montar e testar apenas um dos componentes deste espectrgrafo, o coud train, composto por nove elementos pticos desenvolvidos com a colaborao de empresas portuguesas e que dever estar em pleno funcionamento j este ano. Alm do processo complexo e esgotante de montar e implementar este instrumento nos tneis debaixo da plataforma dos telescpios, eles falam-me com orgulho da qualidade, produtividade e reconhecimento internacional da astrofsica portuguesa.Se bem que sob o cu do Paranal no faa muito sentido falar em orgulhos nacionais. No topo deste cerro, e muito alm deste deserto, equipas de investigadores dedicam-se a aperfeioar partes de instrumentos, a compreender fenmenos dantes incompreensveis ou a identificar longnquos corpos celestes. Provando como todos os dias e todas as noites se pode dedicar uma vida a uma nfima parte do universo mas tambm que o progresso cientfico feito de pequenssimos passos dados em conjunto. Talvez essa seja a maior mensagem e o mais importante legado de uma visita a este monumento internacional ao conhecimento.Mas s vezes tambm se do passos gigantescos. Pouco depois de descer o Cerro Paranal no caminho de regresso a Antofagasta passo pela placa que diz Cerro Armazones. Ser aqui erguido o E-ELT - European Extremely Large Telescope, ou Telescpio Europeu Extremamente Grande. O maior telescpio de sempre ter 39 metros de dimetro, quatro a cinco vezes maior que os UT do VLT. A sua primeira pedra ser colocada este ano e a sua "primeira luz" est prevista para 2024. J desafiei o meu amigo Pedro a irmos juntos inaugurao. fonte: http://publico.uol.com.br/fugas/artigo/sob-o-ceu-mais-estrelado-370838

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